Computação cognitiva e as maneiras de mudar a vida das pessoas de vez

01 maio Computação cognitiva e as maneiras de mudar a vida das pessoas de vez

O termo é novo que promete guiar a nova era da tecnologia da informação, onde computadores pensarão quase como seres humanos

“Se existe algo mais importante que o conhecimento, é saber como usar esse conhecimento”, diz Fábio Gandour, cientista-chefe da IBM Brasil. Com essa frase resume-se o próximo grande progresso da humanidade no campo tecnológico, que já está acontecendo em pequenas etapas, igual acontece com todo início de grandes mudanças. A computação cognitiva, termo técnico desse avanço, assegura a mudança da forma como lidamos com a informação.

Ela é baseada numa série de tecnologias, como as de Inteligência Artificial. Estamos nos referindo ao processamento de linguagem natural, reconhecimento de visão e fala, computação neural, otimização matemática, aprendizagem de máquinas, sistemas especialistas, entre outras plataformas tecnológicas que, juntas, possibilitam a análise de dados muito complexos e a interação de máquinas com aspectos quase humanos.

Em um resumo rápido da história da computação, as máquinas mais antigas eram capazes de fazer cálculos. Anos depois, surgiram os sistemas programáveis, que são aqueles utilizados até hoje em nossos celulares, por exemplo. O próximo passo, a computação cognitiva, traz uma tecnologia capaz de processar informações e de aprender com elas de forma muito semelhante ao cérebro humano, sem que precise ser programada.

“A complexidade do mundo em termos de variedade de opções nos coloca num momento em que precisamos de uma máquina para apoiar nossas decisões”, diz Gandour, que afirma estarmos entrando numa nova era. “Antes, a computação era capaz apenas de produzir e distribuir conhecimento. Agora, ela não só dá o conhecimento, mas também formas inteligentes de usá-lo. ”

A tecnologia cognitiva pode ajudar de várias formas as empresas a otimizarem seu desempenho. Elas possibilitam que gestores, de qualquer segmento, possam personalizar, humanizar ou automatizar as experiências dos clientes, além de obter insights em tempo real por meio da análise de dados estruturados e não estruturados, que incluem fotos, postagens em mídias sociais, e-mails, gravações de áudio, documentos em formato pdf, e outros muitos arquivos complexos que circulam na rede.

Onde podemos usar a computação cognitiva?

Com a computação cognitiva, as empresas podem encontrar conhecimentos valiosos e oportunidades altamente expressivas escondidas em dados disponíveis na rede. Quando se fala em intenções tecnológicas, a computação cognitiva é destaque com experiências de grandes empresas como a IBM, Google e Facebook.

Atualmente a computação cognitiva é imensamente valiosa para a medicina, em que não há respostas exatas e a melhor resposta é muitas vezes baseada em evidências evolutivas e ambíguas, sendo muitas vezes até em experiências individuais.

Um dos grandes exemplos está na plataforma Watson Oncology, projetada especificamente para ajudar oncologistas. Ela analisa informações médicas de um paciente em uma vasta gama de dados e conhecimentos especializados para fornecer posteriormente opções de tratamentos baseadas em evidências e resultados.  O Watson Oncolgy busca dados de inúmeras fontes, incluindo centenas de revistas médicas, centenas de livros e mais de 12 milhões de páginas de textos.

Na música um recém-anunciado aplicativo quer mudar a forma como as pessoas ouvem música e descobrem novos artistas e sons. O MusicGeek, criado pela empresa britânica Decibel Music Systems, usa a tecnologia Watson para vasculhar a internet — de sites a mídias sociais — e identificar conexões e tendências musicais, a partir de uma busca feita pelo usuário no próprio aplicativo. Essa pesquisa pode ser o nome de um artista, canção, álbum, tema, estilo musical, localização, ou a combinação de dois ou mais termos.

Outro campo onde a computação cognitiva pode atuar de forma muito eficiente é na área jurídica. Primeiro: os processos se repetem, mas cada um tem suas mínimas particularidades. Segundo: tudo deve ser julgado com base nas leis. Por que não jogar todas essas informações — históricos de processos e a legislação vigente — num computador? “O juiz tem de tomar uma decisão com base num calhamaço de papéis do processo. Ele pode ler todas as duas mil páginas e compará-las com a lei, dentro do seu entendimento. Ou pode usar o Watson, que vai ajudá-lo a interpretar o processo à luz da jurisprudência existente”, diz Fábio Gandour.

A computação cognitiva tem um futuro brilhante pela frente, ainda mais em um mundo conectado e impulsionado pela IoT, Big Data e pela computação em nuvem. O sucesso de iniciativas como o Watson inspirou outras empresas a desenvolverem produtos similares usando ferramentas de código aberto. Então é questão de tempo para que chatbots tomem conta do relacionamento com o cliente das empresas, cuide de pacientes e resolva casos na justiça. Esperamos estarmos vivos para ver isso acontecer.

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